Princípio central
Os amigos podem se tornar prepotentes e traiçoeiros quando recebem poder, enquanto os inimigos, quando conquistados, podem ser mais leais e úteis. Não confie cegamente em amizades nos negócios e na política. Em vez disso, aprenda a usar até mesmo aqueles que um dia foram seus adversários.
Explicação detalhada
O autor explica que as pessoas tendem a acreditar que amigos são mais confiáveis para negócios e alianças. No entanto, isso pode ser um erro fatal, pois a amizade pode se transformar em ressentimento quando há dinheiro, poder ou interesses envolvidos.
Por outro lado, um inimigo que é conquistado e transformado em aliado geralmente será mais leal, pois tem algo a provar e deseja demonstrar sua mudança.
Robert Greene sugere que, em vez de confiar em amigos só porque parecem leais, é melhor avaliar as pessoas pelo que podem oferecer, independentemente do passado.
Exemplos históricos
- Miguel de Médici e seu ex-inimigo
- Miguel contratou um ex-adversário para um cargo de confiança.
- O inimigo, querendo provar sua lealdade, trabalhou com mais dedicação do que qualquer amigo faria.
- Resultado: O ex-inimigo se tornou um dos aliados mais leais.
- Luís XI da França
- Preferia empregar inimigos em seu governo porque sabia que amigos poderiam se tornar traiçoeiros.
- Os inimigos, por terem muito a perder, eram mais cuidadosos e leais.
- Franklin D. Roosevelt e a estratégia de cooptação
- Em vez de eliminar adversários políticos, ele os incluiu em seu governo, garantindo que trabalhassem ao seu favor.
Aplicação prática
- Nos negócios e no trabalho
- Não confie em amigos só porque são amigos; avaliar suas competências e interesses.
- Conquiste pessoas que antes não gostavam de você, pois podem ser aliados valiosos.
- Um concorrente pode se tornar um parceiro estratégico no futuro.
- Na vida pessoal
- Se alguém já foi seu adversário, mas demonstrou respeito e interesse em si mesmo, não descarte essa possibilidade.
- Evite usar amizade e negócios sem uma análise racional.
- Na política e na liderança
- Líderes muitos bem-sucedidos trazem antigos rivais para suas administrações, pois sabem que os inimigos têm mais a provar do que os amigos.
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Lições principais
✔️ Amigos podem trair quando se sentem invejados ou ganham poder.
✔️ Ex-inimigos costumam ser mais leais do que amigos, pois têm algo a provar.
✔️ O poder não deve ser administrado com emoções; analise cada pessoa pelo que ela pode oferecer.
✔️ Não descarte alianças inesperadas — às vezes, elas podem ser mais valiosas do que amizades antigas.
Como aplicar essa lei?
Perguntas para reflexão e debate:
- “Você já se enganou ao confiar demais em um amigo nos negócios?”
- “Já teve um adversário que, ao longo do tempo, virou um aliado?”
- “Como você lida com amizades no ambiente profissional?”
Sugestão de exercício:
- Analise friamente sua rede de contatos e reflita sobre quem realmente é confiável e quem pode representar um risco no futuro, seja por inveja, interesses ocultos ou mudanças de comportamento quando há dinheiro e poder envolvidos.